domingo, 31 de março de 2013

Definições de qualidade e qualidade de produto

     Com o renascimento da indústria japonesa em 1970, o conceito de qualidade surge de maneira bastante acentuada, o que faz com que os fabricantes de veículos japoneses se tornem extremamente competitivos no mercado, criando dificuldades de vendas para os demais fabricantes mundiais. Isso se deu devido ao desenvolvimento de excelentes projetos aliado a um alto e consistente nível de qualidade, preços competitivos e serviços pós-venda, o que proporcionou ao Japão uma considerável vantagem competitiva.
 
     DEFINIÇÕES DE QUALIDADE

     Existem várias definições de qualidade. Serão apresentadas a seguir as cinco definições consideradas relevantes.
  • Definição transcedental: relaciona a qualidade a padrões elevadíssimos, universalmente reconhecidos, que vão além das expectativas dos clientes.
  • Definição focada no produto: a qualidade é constituída de variáveis e atributos que podem ser medidos e controlados, ou seja, os produtos de uma mesma família tem que apresentar as mesmas características, não podendo haver diferenciação entre eles.
  • Definição focada no usuário: a qualidade é a adequação ao uso, mas existe uma grande dificuldade na conceituação de termos como uso, satisfação, durabilidade, pois o uso de determinado produto pode satisfazer todas as necessidades de um consumidor, mas de outro não.
  • Definição focada na fabricação: qualidade é a adequação às normas e especificações. Todos os processos apresentam procedimentos que precisam ser seguidos para manter a qualidade do produto. Portanto, todos os padrões e normas deverão ser mantidos.
  • Definição focada no valor: a qualidade é uma questão de o produto ser adequado com relação ao uso e ao preço, onde podemos relacionar este aspecto à pessoas que preferem adquirir um produto de menor valor (mas que atenda suas necessidades), ao invés de um produto com um custo maior, de marca reconhecida, mas que também apresenta características que atenderiam suas necessidades. O fato de preferirem produtos de baixo custo acontece ou porque satisfazem suas necessidades da mesma forma que o de valor maior, ou porque não tem condições de adquiri-los ou até mesmo não conhecem os produtos de custos maiores e marcas renomadas.

 
     ELEMENTOS DA QUALIDADE DE UM PRODUTO
 
     A qualidade de um produto deve apresentar oito elementos:
  • Características operacionais principais: todo produto deve apresentar bom desempenho relacionado às suas características. Por exemplo, um relógio deve marcar horas corretamente.
  • Características operacionais adicionais: complementam o produto, tornando-o mais atrativo ou facilitando sua utilização. Por exemplo, televisor que proporciona acesso a internet.
  • Confiabilidade: confiabilidade é a probabilidade de o produto não apresentar falhas durante um determinado período de tempo. Por exemplo, um produto que oferece garantia de 2 anos, durante este período não poderá apresentar falhas, senão perderá sua confiabilidade.
  • Conformidade: é a adequação às normas e especificações definidas na elaboração do projeto. É medida pela quantidade de defeitos que o processo de produção apresenta.
  • Durabilidade: está relacionada com o tempo de duração do produto até a sua deterioração física. A confiabilidade e a durabilidade estão bem próximas, mas não são sinônimos. Por exemplo, a durabilidade tem relação com a vida útil do produto, sua estimativa de duração. Já a confiabilidade está relacionada a um determinado período de tempo que o produto não poderá apresentar defeitos (por exemplo, a garantia oferecida pelo fabricante).
  • Assistência técnica: está relacionada a maneira de como o cliente e o produto são tratados no momento de um reparo. Idas regulares a uma assistência técnica, preços altos cobrados pelo conserto, mau atendimento, são fatores negativos que refletem na imagem do produto.
  • Estética: o produto deverá ser bonito (bem apresentável) e ao mesmo tempo apresentar qualidade. 
  • Qualidade percebida: está associada ao lançamento de novos produtos que terão associados a eles sua marca. Por exemplo, se uma conhecida marca de eletrodomésticos lançar um celular no mercado, os clientes associarão ao celular sua marca, ou seja, se o eletrodoméstico apresenta qualidade, o celular será confiável porque aquela marca é reconhecida pela qualidade apresentada.
     Existem diversas outras definições de qualidade e qualidade de produto, mas o importante observar aqui é que a qualidade é essencial, uma vez que atualmente não é possível sobreviver no mercado sem ela. E a cada dia as empresas procuram oferecer produtos de qualidade e a custos menores. E isso se dá devido ao fato dos consumidores estarem muito mais exigentes, o que gera uma grande corrida para a excelência da qualidade.
 

quinta-feira, 28 de março de 2013

Relação Chefe x Funcionário: 5 dicas para não perder o rumo

 
     Encontrar a dose certa em qualquer relacionamento é sempre desafiador. Mesmo em nossas vidas particulares, às vezes é complicado encontrar o equilíbrio para manter uma amizade sadia e duradoura. Saber ouvir, se portar, dialogar e respeitar a opinião do próximo são algumas das recomendações mais ouvidas entre os especialistas. Mas e quando o assunto é o ambiente de trabalho, valem as mesmas regras? Em um ambiente onde qualquer excesso na convivência entre superior e subordinado poderá ser entendido como bajulação ou favorecimento, o que fazer para quebrar esse tabu que cria barreiras em um relacionamento que pode ser muito saudável, amistoso e até produtivo para os dois profissionais?
 
     Para interagir com o chefe, ou o funcionário, sem ser visto como “puxa-saco” ou como um gestor sem poder de liderança, preparamos algumas dicas simples, mas importantes que farão toda a diferença na melhoria do clima organizacional da empresa onde você atua.
 
     Dê fim aos exageros: Se você for amigo demais, poderá fazer com que o grupo não o visualize como chefe, perdendo a referência de quem é quem, ou melhor, de quem tem poder para decidir o que. Já se você se mostrar autoritário demais, poderá colocar diante de seus funcionários uma grande barreira, mantendo-os sempre distantes de você. Nada em excesso é positivo. O segredo para atingir uma equipe unida, ativa, motivada e interessada pelo trabalho é exatamente o equilíbrio.
 
     Não se isole: Na tentativa de não parecer bajulador, não se isole. Compartilhar com a equipe e com o superior imediato suas ideias e iniciativas para aumentar os resultados da equipe só aumentará sua credibilidade. Além disso, mostrará seu interesse pelo bem do grupo. Dividir sucessos diários e dificuldades também ajuda a melhorar o desempenho e permite que o superior tenha mais liberdade em lhe dar feedbacks.
 
     Respeito e medo são coisas diferentes: Construir uma imagem temida é muito diferente de ser respeitado. O medo coloca barreiras e impede um bom relacionamento. Por outro lado, conquistar a simpatia da equipe gerará respeito, e o respeito beneficiará a sua relação com ela. Quando a equipe se sente segura para dialogar, problemas são compartilhados com maior agilidade e podem ser contornados com maior rapidez. Deixe a figura do chefe estressado e carrancudo para o cinema. Há pesquisas que apontam que um dos principais motivadores de boas performances dos colaboradores é a qualidade do relacionamento com o líder imediato.
 
     Respeite para ser respeitado: Respeite seu superior, mas não se submeta prontamente a todas as suas orientações quando encontrar uma melhor solução. Respeitosamente, apresente sua opinião e espere que ele avalie se a opção não é mais interessante. É completamente possível interagir com o chefe sem ser visto como “puxa-saco”. Isso ocorre a partir do momento em que se coloca a marca pessoal nos trabalhos realizados, conquistando resultados concretos e significativos.
 
     Divida a responsabilidade: Adote junto à equipe um relacionamento de companheirismo. Abrace os compromissos de sua equipe, já que você também faz parte dela. Isso não só ajuda a aumentar o respeito da equipe pelo líder, como também retém talentos no meio do processo. Segundo pesquisa do Instituto Gallup, mais de dois terços das pessoas se demitem dos chefes, e não das empresas. E quando o chefe é fiel à equipe, o sentimento e a dedicação são mútuos.
 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Quebrando o gelo

     Conquistar trabalhadores e empresa é o grande desafio dos profissionais do SESMT

Dentre os muitos problemas que temos em nossa área de atuação um dos mais importantes diz respeito ao não entendimento do trabalho que exercemos por nossos clientes.

Importante pensar sobre isso porque se as pessoas mal sabem o que fazemos corremos um grande risco de estarmos sempre frustrando suas expectativas e por consequência jamais encontrarmos uma melhor posição dentro das organizações.

O que ocorre vem muito antes deste problema.

Na verdade, as pessoas não entendem bem o que é a prevenção de acidentes e associam a nossa área ao conjunto de tantas outras iniciativas paternalistas tão comuns em nossa sociedade. Para a grande maioria segurança se faz quando dá e, por conseqüência, o pessoal da segurança é ouvido quando se quer ouvi-lo. No fundo praticar prevenção acaba sendo um benefício, uma concessão e é claro que vendo as coisas assim não há muito que fazer.

     Daí em diante mesmo com as melhores formações possíveis e imbuídos da máxima boa vontade os profissionais especializados são tragados por esta visão mais do que equivocada e reforçando ainda mais o erro são responsabilizados por tudo que acontece de errado em termos de acidentes.

     O modelo de prevenção acaba sendo uma extensão da vontade do(s) profissional(is) do SESMT que precisaria ser mais do que um super herói para torná-lo real.

     Isso leva à realidade que vemos na grande maioria das empresas. Em algumas delas colegas que vivem verdadeiros malabarismos tentando planejar, executar e inspecionar tudo, vivenciando quase que diariamente uma imensa série de conflitos e tendo que, em muitos casos, pôr em risco o emprego para exercer sua função. Tão ruim quanto isso é vermos em outros locais, um estado de total apatia do corpo técnico prevencionista. Alguns deles, diga se de passagem, muito bem escondidos atrás das imensas pilhas de papéis que inventam para se manter no sistema.

     Ao mesmo tempo e enquanto isso, o trabalho segue ferindo, mutilando, adoecendo, matando e racionalmente sabemos que isso não interessa a ninguém. Então o que falta?

     Falta com certeza uma análise mais profunda dos quadros que temos dentro das empresas e o entendimento por parte dos nossos colegas de que tal como qualquer área técnica e embora a nossa esteja toda baseada em normas legais há necessidade de estratégias para que a área se torne conhecida junto aos nossos clientes. Assim costumamos dizer que falta um período de aproximação e de conhecimento, uma espécie de namoro, para que as partes se conheçam melhor e possam conviver de forma mais harmoniosa.

     Muito antes de oferecer um produto a um cliente, e prevenção de acidentes é um produto, precisamos tentar compreender o quanto o cliente entende sobre aquele produto e se entende, o quanto reconhece de utilidade e benefício em adquiri-lo, investindo nele seus recursos. Quando desconhecemos esta etapa estamos aumentando muito as dificuldades que teremos dali em diante.

     Muitos de nossos colegas afirmam que a área da prevenção implica em atuar com muitos e diversificados conhecimentos e talvez nem saibam o quanto isso é verdadeiro e extenso. E aqui está uma das ações que se espera de um SESMT maduro e bem preparado, conhecer e romper as barreiras que impedem a prevenção indo além do conceito de que as pessoas têm má vontade, entendendo que boa parte do que ocorre se deve à ignorância sobre o assunto, ou à forma inadequada com que foi apresentado.

     Portanto, antes da técnica, que tal um reconhecimento do ambiente em sua volta?
O que você acha de dedicar parte do seu tempo para conhecer as pessoas e avaliar, mesmo que informalmente, o grau de conhecimento e entendimento que elas têm sobre a atuação de nossa área e mesmo do profissional? E, é claro, a partir das conclusões buscar ações que possam mudar paradigmas e reverter situações.

     Não podemos esquecer que a grande complexidade da prevenção passa pela imensa complexidade humana e que a eficácia na aplicação e sucesso não estão nos papéis que escrevemos, nas placas que instalamos, nos equipamentos que indicamos, mas na capacidade de fazer com que as pessoas entendam que tudo isso tem valia e importância para seus negócios, objetivos e vidas.

     Prevenir a resistência infundada à prevenção: uma etapa a mais para buscar o sucesso.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Pessoas “sincericidas”

Luiz Marins

     Conheço pessoas “sincericidas”. Uma pessoa “sincericida” é aquela que usa da sinceridade absoluta e total no momento errado, no lugar errado, da forma errada, para a pessoa errada, cometendo um verdadeiro suicídio.

     Muitas pessoas se gabam de sua sinceridade, sem perceber que a sinceridade absoluta num momento errado e em local inadequado pode ser altamente ofensiva, rude e condenável. Conheço pessoas que perderam muitos amigos e até seus empregos por “atitudes sincericidas”. Conheço pessoas que falam mal de outras ausentes, em público, sem o menor pudor, se dizendo sinceras. Conheço casamentos que poderiam durar, sendo desfeitos por causa de “verdades” ditas em ocasiões erradas, de forma errada, com palavras erradas.

     É óbvio que não sou advogado da mentira ou da falsidade. Mas quero chamar a atenção do leitor para o fato de que vivemos em sociedade e há certas coisas que só devem ser ditas para a pessoa certa, na hora certa, no local certo - e da maneira certa. Se você tem uma opinião negativa sobre a empresa onde trabalha, sobre seu chefe ou mesmo seu subordinado, não deve sair falando publicamente, por mais que deseje ser verdadeiro e sincero. Conheço chefes que falam muito mal de seus subordinados em rodas de amigos, assim como funcionários que falam mal da empresa em que trabalham a quem queira ouvir.

     Um caso típico de “sincericídio” (quando a verdade surge quando não deveria) ocorreu quando um fornecedor colocou na sua rede social da internet comentários desairosos sobre um de seus clientes. Resultado: é claro que perdeu o cliente. Também conheço casos de funcionários que colocaram em suas redes sociais comentários negativos sobre seus colegas de trabalho e acabaram perdendo o emprego. Nos dois casos tudo que foi dito é verdadeiro e sincero, mas não deveria ser postado numa rede social, é claro.

     Conheço pessoas “sincericidas” que usam de reuniões para publicar sua sinceridade, criando um clima constrangedor entre os participantes. “Eu sou assim mesmo: sou sincero e falo a verdade”, me disse uma dessas “sincericidas”, conhecida pela falta de educação e ausência de polidez ao tratar com as pessoas.

     Pense se você também não é um “sincericida”. Não seja falso, nem mentiroso. Mas pense bem como irá tornar público o seu pensamento. É muito bom que a verdade seja dita e que você seja sincero. Mas faça isso na hora certa, no lugar certo e da forma certa.

     Pense nisso. Sucesso!

sábado, 21 de abril de 2012

O que acontece quando você fica elogiando a inteligência de uma criança


     Gabriel é um menino esperto.

     Cresceu ouvindo isso.

     Andou, leu e escreveu cedo.

     Vai bem nos esportes.

     É popular na escola e as provas confirmam, numericamente e por escrito, sua capacidade.

     “Esse menino é inteligente demais”, repetem orgulhosos os pais, parentes e professores. “Tudo é fácil pra esse malandrinho”.

     Porém, ao contrário do que poderíamos esperar, essa consciência da própria inteligência não tem ajudado muito o Gabriel nas lições de casa.

     - “Ah, eu não sou bom para soletrar, vou fazer o próximo exercício”.

     Rapidamente Gabriel está aprendendo a dividir o mundo em coisas em que ele é bom, e coisas em que ele não é bom.

     A estratégia (esperta, obviamente) é a base do comportamento humano: buscar prazer e evitar a dor. No caso, evitar e desmerecer as tarefas em que não é um sucesso e colocar toda a energia naquelas que já domina com facilidade.

     Mas, como infelizmente a lição de casa precisa ser feita por inteiro, inclusive a soletração, de repente a auto-estima do pequeno Gabriel faz um… crack.

     Acreditar cegamente na sua inteligência à prova de balas, provocou um efeito colateral inesperado: uma desconfiança de suas reais habilidades.
     Inconscientemente ele se assusta com a possibilidade de ser uma fraude, e para protegê-lo dessa conclusão precipitada, seu cérebro cria uma medida evasiva de emergência: coloca o rótulo dourado no colo, subestima a importância do esforço e superestima a necessidade de ajuda dos pais.

     A imagem do “Gabriel que faz tudo com facilidade” , a do “Gabriel inteligente” (misturada com carinho), precisa ser protegida de qualquer maneira.

     Gabriel não está sozinho. São muitos os prodígios, vítimas de suas próprias habilidades de infância e dos bem intencionados e sinceros elogios dos adultos.

     Nos últimos 10 anos foram publicados diversos estudos sobre os efeitos de elogios em crianças.

     Um teste, realizado nos Estados Unidos com mais de 400 crianças da quinta série (Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success), desafiava meninos e meninas a fazer um quebra-cabeças, relativamente fácil.

     Quando acabavam, alguns eram elogiados pela sua inteligência (“você foi bem esperto, hein!) e outros, pelo seu esforço (“puxa, você se empenhou pra valer hein!”).

     Em uma segunda rodada, mais difícil, os alunos podiam escolher entre um novo desafio semelhante ou diferente.

     A maioria dos que foram elogiados como “inteligentes” escolheu o desafio semelhante.

     A maioria dos que foram elogiados como “esforçados” escolheu o desafio diferente.

     Influenciados por apenas UMA frase.

     O diagrama abaixo mostra bem as diferenças de mentalidade e o que pode acontecer na vida adulta.
     O Malcom Gladwell tem um ótimo livro sobre a superestimação do talento, chamado “Fora de Série” (“outliers”). Lá aprendi sobre a lei das 10 mil horas, tempo necessário para se ficar bom em alguma coisa e que já ensinei pro meu filho.

     Se você tem um filho, um sobrinho, ou um amigo pequeno, não diga que ele é inteligente. Diga que ele é esforçado, aventureiro, descobridor, fuçador, persistente.

     Celebre o sucesso, mas não esqueça de comemorar também o fracasso seguido de nova tentativa.

sábado, 7 de abril de 2012

NR 35 - Trabalho em Altura

     O post de hoje tem como objetivo informar a todos que no final de março, finalmente, foi aprovada a NR 35 - TRABALHO EM ALTURA.

     Esta NR vem suprir uma lacuna que havia nas Normas, visto que o regramento sobre segurança no trabalho em altura existia apenas na NR 18 (CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO), e portanto somente poderia ser exigido em locais onde a NR 18 fosse aplicável.

     Na NR 35, assim como em outras Normas, há disposições que se interrelacionam, como, por exemplo, regras específicas sobre equipamentos de proteção individual (EPI), atestado de saúde ocupacional (ASO) e Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).

     A NR-35 estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, como o planejamento, a organização e a execução, a fim de garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade.

     Também faz referência às responsabilidades do empregador e do trabalhador. Por exemplo, ao empregador, caberá garantir a implementação das medidas de proteção estabelecidas na NR, bem como desenvolver procedimentos para as atividades rotineiras de trabalho em altura, garantindo que qualquer trabalho em altura só se inicie depois de adotadas as medidas de proteção definidas na NR.

     Ao trabalhador, caberá cumprir as disposições legais e regulamentares sobre trabalho em altura, inclusive os procedimentos expedidos pelo empregador; interromper suas atividades exercendo o direito de recusa, além de zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho.

     Capacitação – A NR-35 estabelece que o empregador deverá promover um programa para capacitação dos trabalhadores para a realização de trabalho em altura. Trabalhador capacitado para o trabalho em altura é aquele que foi submetido e aprovado em treinamento, teórico e prático, com carga horária mínima de oito horas. O conteúdo deve, no mínimo, incluir normas e regulamentos aplicáveis, dentre eles ao trabalho em altura; análise de risco e condições impeditivas; Equipamentos de Proteção Individual e condutas em situações de emergência.

     Desta forma, todo trabalho em altura deverá ser planejado, organizado e executado por trabalhador capacitado e autorizado. Trabalhador autorizado para trabalho em altura é aquele capacitado, cujo estado de saúde foi avaliado, tendo sido considerado apto para executar essa atividade e que possua anuência formal da empresa. Caberá ao empregador avaliar o estado de saúde dos trabalhadores que exercem atividades em altura.

     As obrigações gerais da NR-35 entram em vigor seis meses após sua publicação. A obrigatoriedade de treinamento e capacitação ofertadas pelo empregador entram em vigor daqui a 12 meses.

     TV NBR fala sobre NR-35 do trabalho em altura 

     A luta da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) em defesa da segurança no trabalho em altura, que culminou com a publicação da NR-35, pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), foi notícia da TV NBR, do Governo Federal.

     Preocupada com essa questão, a federação solicitou ao Ministério do Trabalho a criação de um grupo tripartite para elaboração de uma norma específica para trabalho em altura. A publicação da NR-35 foi comemorada por José Manoel Teixeira, diretor do SEESP e representante da FNE no grupo tripartite da CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente), instituída pela SIT (Secretaria de Inspeção do Trabalho) do MTE. “A FNE saiu na frente quando propôs a criação dessa norma tão importante para preservar a vida de milhões de trabalhadores", destacou Teixeira.


Veja abaixo a NR 35 - Trabalho em Altura.


     Para as empresas que necessitam realizar trabalhos em altura e não possuem profissionais nem experiencia para a realização desta atividade com segurança, recomendo entrar em contato com a empresa Resgate & Aventura, esta empresa é minha parceira a um bom tempo e realiza as atividades com excelencia e um preço bastante justo.

Segue contatos:

sábado, 31 de março de 2012

Aprenda com os golfinhos!

     Toda vez que assisto a shows aquáticos com golfinhos fazendo várias brincadeiras e dando saltos de até cinco metros fora da água, pergunto-me: qual é o segredo dos treinadores para alcançar tamanha excelência na apresentação? Pesquisas apontam que os golfinhos estão entre os animais mais inteligentes, mas convencê-los a promover um espetáculo é algo desafiador.

     Gregory Bateson, biólogo e antropólogo, observou os padrões de comunicação dos golfinhos no Instituto de Pesquisas Marítimas, no Havaí. Ele trabalhou com os instrutores nos treinos e espetáculos públicos e fez descobertas muito curiosas e interessantes. Vejamos a seguir.

     O processo começou com um golfinho não treinado. No primeiro dia, quando o golfinho fez alguma coisa inesperada, como colocar a cabeça para fora da água, o instrutor usou um apito e, como recompensa, deu-lhe um peixe. Sempre que o golfinho se comportava daquela maneira, o instrutor apitava e lhe jogava peixe. Golfinho é esperto! Já falei... Logo ele aprendeu que ganharia peixe toda vez que executasse aquele determinado comportamento e aprendeu a regra da repetição+recompensa.
     No dia seguinte, ao observar a aproximação do instrutor, o golfinho logo colocou a cabeça fora da água, esperando seu café da manhã, mas não o obteve. Ele não entendeu nada e ficou frustrado. Repetiu várias vezes e já irritado com seu treinador, deu um salto para fora da água. Então, o instrutor usou o apito e lhe deu um peixe. E, claro, sempre que ele repetia essa nova proeza, recebia a recompensa. Golfinho é esperto! Já falei... Ele logo aprendeu a regra da inovação+recompensa.

     Esse padrão de treinamento se repetiu durante duas semanas. O golfinho repetia a proeza do dia anterior, mas não ganhava peixe. Algumas vezes, repetia saltos de outros dias tentando impressionar seu treinador, mas não ganhava peixe. Lá para o décimo quinto dia ele aprendia definitivamente que a regra era clara: recompensa somente para novos movimentos. Então, inovava a cada apresentação aumentando cada vez mais seu repertório.

     Bateson também observou que o instrutor jogava peixes para o golfinho fora da situação de treinamento. Ele ficou intrigado e ao perguntar a razão desse prêmio extra, ouviu: “Isso é para manter o relacionamento em termos amigáveis. Afinal, se não cultivarmos esse vínculo ele não vai se interessar em aprender alguma coisa”.

     Agora imaginemos que os vendedores, fornecedores ou prestadores de serviço sejam golfinhos e os clientes ou consumidores sejam os seus treinadores. Por melhor que seja seu produto ou serviço (proezas), seu cliente pode já ter acostumado e espera algo novo ou extraordinário para continuar comprando o que você vende (peixe). Essa é a regra do jogo do mercado consumidor ávido por inovações! Os golfinhos da Apple, por exemplo, aprenderam rapidamente que design, inovação, simplicidade, perfeição e estado da arte são garantias de muitos peixinhos e domínio do mercado.

     Seu cliente põe o peixe em sua mesa até certo ponto, pois ao descobrir que o concorrente (outro golfinho) oferece um novo benefício, cria um novo valor ou promove uma nova experiência, passa a desejar essa mesma proeza de sua parte. Mas, se você demora demais para entender o que seu cliente deseja e, principalmente, inovar sua oferta, perderá sua recompensa. O problema é que muitas vezes seu cliente, ou melhor, treinador, já está recompensando outro golfinho mais esperto e eficiente porque você é lento demais para aprender as regras do jogo.

     Por outro lado, vejo muitos trabalhadores infelizes com suas carreiras, reclamando de salários baixos e da falta de promoções, oportunidades ou sorte. São como golfinhos que não aprendem a regra do jogo inovação+recompensa. Acham que não precisam evoluir seus saltos, proezas ou números, pois têm seu peixinho ali todo dia. Esquecem-se de que esse peixinho é somente o peixinho da relação, aquele que é dado para manter as coisas no nível amigável.

     Por melhor que seja seu salário, chegará um momento em que o peixe não é mais suficiente e outros golfinhos criarão e buscarão aprimorar-se com o desenvolvimento de novas competências e garantirão cargos, salários e comissões maiores. Gerentes, diretores e contratantes buscam diariamente novas ações, idéias e atitudes. Golfinho que agrega mais valor a si mesmo, ao aquário e ao espetáculo merece uma recompensa maior do que aquele desinteressado em aprender, crescer e evoluir.

     Alguns leitores mais atentos perguntarão: E o apito? Ah! O apito é uma mensagem que o treinador usa para fazer com que o golfinho entenda que ele fez uma nova+ação (inovação) que gerou seu interesse. Ou seja, o apito significa "Gostei! Repita o comportamento que você teve agora”. Nas empresas, somente os líderes sabem a hora certa de apitar e conduzir cada membro da equipe. O cliente também apita com o intuito de mostrar o que deseja ou necessita, mas o golfinho vendedor está mais interessado na comissão do que na experiência ou espetáculo final.

     Enfim, os golfinhos são inteligentes e já aprenderam conosco. Resta-nos aprender com eles. A regra do jogo é clara: Ganha mais quem agrega mais valor ao espetáculo! O que você sempre fez não atende mais às expectativas do treinador, nem arranca mais sorrisos e encantamentos da platéia. Quer mais peixe? Quer maiores recompensas? Faça mais! Faça diferente! Faça melhor! Seja hoje uma versão inédita de si mesmo. O que faz a diferença hoje é a diferença que você realmente faz em seu aquário. Quando começa seu novo show?

     Vamos! Salte! Mova-se!

Marcos Antonio de Sousa
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